Metrô: RJ, BNDES e Coppe assinam acordo para estudar extensão das linhas 2 e 4 e criação da Linha 3
Metrô: RJ, BNDES e Coppe assinam acordo para estudar extensão das linhas 2 e 4 e criação da Linha 3
O governo do estado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Coppe/UFRJ assinaram nesta quinta-feira (25) um acordo para estudar a expansão do sistema metroviário e a integração entre os novos trechos no Rio.
Na mesa, estão três projetos: a extensão da Linha 2, do Estácio até a Praça XV; a ampliação da Linha 4, da Barra da Tijuca até o Recreio dos Bandeirantes; e a criação da Linha 3, com ligação entre a capital, Niterói e São Gonçalo.
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As propostas, no entanto, ainda estão na fase de estudos. Antes de qualquer obra, serão analisados fatores como a demanda de passageiros, a integração entre as linhas e o melhor traçado para cada trecho.
A tentativa de levar o metrô até a Praça XV, por exemplo, tem quase 50 anos. Uma obra chegou a ser iniciada na década de 1980, mas foi interrompida.
A extensão da Linha 4 também é discutida há pelo menos uma década.
Já a ideia de levar o metrô para o outro lado da Baía de Guanabara é ainda mais antiga. A primeira proposta de uma ligação metroviária entre Rio e Niterói apareceu em planos de 1968, mas nunca saiu do papel.
Para a Linha 3, uma das possibilidades que será analisada é a construção de um túnel subaquático entre o Aeroporto Santos Dumont, na região central do Rio, e o bairro Gragoatá, em Niterói.
Segundo a Secretaria Estadual de Transportes, os estudos precisam levar em conta a evolução das técnicas de engenharia nas últimas décadas.
"Desde que esses estudos começaram a acontecer, a engenharia tem evoluído. Então, a gente tem estudos de 40 anos atrás com uma previsão. Hoje a técnica é outra. Então, realmente, a gente ainda não tem certeza de qual é o modelo que a gente vai fazer de engenharia", afirmou a secretária estadual de Transportes, Priscila Sakalem.
BNDES vai financiar estudos
Os estudos serão custeados inicialmente pelo BNDES. De acordo com o secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, depois da conclusão dos trabalhos, o estado deverá negociar com o banco a forma de pagamento e de financiamento das eventuais obras.
O BNDES informou que vai contratar consultorias e antecipar os gastos com os estudos. O ressarcimento poderá ocorrer posteriormente, dependendo do modelo escolhido para a execução dos projetos.
"Se for um modelo de obra pública, é um pacto que o BNDES fará com o Estado. Se for um modelo de parceria público-privada, nós vamos nos ressarcir junto ao vencedor dessa licitação futura", explicou Luciene Machado, superintendente da área de soluções para cidades do BNDES.
A Coppe/UFRJ já desenvolve estudos relacionados à expansão do metrô. Segundo o professor Glaydston Mattos Ribeiro, há um projeto em andamento com previsão inicial de conclusão para o fim de 2027.
Com o novo acordo, a ideia é integrar esses trabalhos aos estudos das demais extensões para analisar a movimentação de passageiros na Região Metropolitana do Rio.
"É importante, de fato, analisar toda a movimentação de origem e destino na Região Metropolitana para que a gente possa encaixar bem esses projetos e atender de fato o que a população está precisando", afirmou o professor.
Sem previsão para obras
Apesar do avanço nos estudos, ainda não há previsão para o início das obras.
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, afirmou que prefere não estabelecer datas neste momento. Segundo ele, a definição da agenda deverá ser discutida com o governador que será eleito nas eleições deste ano e tomará posse em 6 de janeiro.
"A nossa ideia é esperar a eleição e, de forma ética e responsável, conversar com o governador eleito para já viabilizarmos o início dessa agenda", afirmou.FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/09/25/metro-rj-bndes-e-coppe-assinam-acordo-para-estudar-extensao-das-linhas-2-e-4-e-criacao-da-linha-3.ghtml